Sabe aquela música que você jura que conhece, mas não tem ideia de quem é? Foi exatamente isso que rolou comigo e “Man in the Mirror”, do Michael Jackson. Eu só fui descobrir essa canção atemporal há pouco tempo, e a culpa é de um cara que manja muito de violão: o Yohan Kisser.
Eu tava assistindo a um episódio do Amplifica no YouTube, e o Yohan tocou essa música de um jeito tão massa, só no violão, que a música me pegou. Foi o clique que eu precisava pra pensar: “Cara, vou fazer a minha versão da “Man in the Mirror”. O resultado foi esse cover deste vídeo que mistura a simplicidade do violão com a grandiosidade de uma orquestra (mesmo que pequena). Neste guia, vou te contar os bastidores dessa produção, desde a inspiração até o equipamento que usei pra botar tudo pra funcionar.
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ToggleA Descoberta: Como o Yohan Kisser Me Apresentou a Essa Obra-Prima
A música “Man in the Mirror”, lançada em 1988 no álbum Bad, é muito mais do que um hit pop. Ela é um convite pra gente olhar pro espelho e começar a mudança por nós mesmos. É uma mensagem poderosa e atemporal. Mas, pra mim, ela ganhou um novo significado depois de ver o Yohan Kisser tocando. A versão dele mostrou que a essência da música é tão forte que funciona em qualquer formato.
Essa experiência me inspirou a criar um arranjo que fosse um meio-termo: manter a intimidade do violão, mas trazer uma emoção a mais. Foi aí que a ideia de adicionar elementos de orquestra entrou em cena. O objetivo era criar um som que fosse grandioso, mas sem roubar a cena do formato voz e violão.
O Processo Criativo: Do Violão Solo à Orquestra Completa
O grande desafio de fazer um cover de uma música tão icônica é respeitar o original, mas injetar a sua própria identidade. No meu caso, a identidade veio com a instrumentação. A base de tudo é o violão, que carrega a harmonia e o ritmo junto do piano, que faz toda diferança. Mas o que deu o toque especial foi a orquestra. São 4 violinos, 2 cellos, trompetes, trombones, flauta, clarinete, pratos, caixa e tímpano.
A Instrumentação Detalhada: A Magia da Orquestração
A instrumentação foi pensada pra dar camadas de emoção e dinâmica. O violão é o alicerce, mas os outros instrumentos são a alma do arranjo:
- Violão: A base rítmica e harmônica. É o ponto de partida, mantendo a simplicidade da versão que me inspirou.
- Cordas (4 Violinos e 2 Cellos): Elas trazem a emoção e a profundidade. Os violinos criam a melodia de fundo e os cellos dão a base grave e o peso dramático.
- Metais e Sopros (Trompete, Trombone, Flauta, Clarinete): Eles entram em momentos estratégicos pra dar aquele “punch” e a sensação de grandiosidade, especialmente nos refrões e nas viradas.
- Percussão (Pratos e Tímpano): Não é uma bateria de rock, mas a percussão orquestral é fundamental pra dar o ritmo e o impacto dramático nos momentos certos.
- Vocais (Voz Principal e 4 Vozes de Apoio): A voz principal carrega a mensagem, e as 4 vozes de apoio são essenciais pra recriar a atmosfera gospel e o coro épico que a música original tem.
O segredo aqui é o equilíbrio. A gente não pode deixar a orquestra “engolir” o violão e a voz. Cada instrumento tem seu espaço pra brilhar, criando uma textura rica e emocionante.
Tecnologia e Equipamentos: O Estúdio a Serviço da Música
Como você sabe, eu não troco de equipamento a cada projeto. A qualidade e a consistência do meu estúdio são o que garantem que eu possa focar na música. Pra “Man in the Mirror”, usei exatamente o mesmo arsenal que você já conhece:
Captação e Gravação
Pra captar o violão e a voz com a máxima fidelidade, usei:
- Violão (Taylor 210e DLX): O meu violão de confiança, que tem um timbre rico e ressonante.
- Microfone de Voz (Audio-Technica AT4040): Um condensador de diafragma grande que capta a voz com clareza e profundidade.
- Microfones de Violão (2x AKG C430): Usados em estéreo pra dar aquela imagem sonora ampla e detalhada pro violão.
- Interface (Presonus StudioLive 16.4.2 AI): A mesa de som digital que gerencia todos os canais de áudio com qualidade profissional.
- DAWs (Pro Tools e Logic Pro): Gosto muito de trabalhar com MIDIs no Logic, mas o domínio no Pro Tools pra tarefas mais complexas ainda está longe de ser alcançado por mim em qualquer outra DAW.
A Mágica da Orquestra: Instrumentos Virtuais
Como eu não tenho uma orquestra completa morando ao lado do estúdio (quem dera!), a tecnologia é o que salva. Pra esse arranjo, eu usei uma combinação de bibliotecas que se complementam pra dar aquele som orgânico e cheio. A base de tudo foi a Spitfire Audio BBC Symphony Orchestra, que é um padrão da indústria pra quem quer realismo.
Mas o segredo pra deixar o som com mais “cara de verdade” foi somar outras camadas. Usei a Berlin Free Orchestra da Orchestral Tools pra dar mais textura e o Splice LABS pra alguns elementos extras. Pra parte das teclas, o piano que você ouve é o Hammersmith Free da Soniccouture, que tem uma sonoridade incrível pra um plugin gratuito. Essa mistura me deu a liberdade de desenhar cada nota da flauta, do trompete e das cordas com a precisão que o Pro Tools permite, garantindo que a orquestra não soasse “robótica”.
Mixagem e Masterização
Os plugins são o toque final. Usei os mesmos plugins de compressão, limitação e reverb (Waves Audio e Acon Digital Solo) pra moldar a dinâmica e criar um espaço sonoro coeso. O objetivo é fazer com que o violão, a voz e a orquestra soem como se estivessem no mesmo ambiente, mesmo que tenham sido gravados separadamente.
A Mensagem: Por Que “Man in the Mirror” Ainda Importa
No final das contas, o cover é sobre a mensagem da “Man in the Mirror”. A gente vive num mundo que precisa de mudança, e o Michael Jackson já dizia: “Se você quer fazer do mundo um lugar melhor, olhe pra você e faça uma mudança”.
Trazer essa música pra uma roupagem mais orquestral e emotiva é uma forma de amplificar essa mensagem. É um convite pra gente parar, ouvir a melodia e refletir sobre o que podemos fazer pra melhorar. É um cover que nasceu de uma inspiração simples (o Yohan Kisser no violão) e se transformou num projeto grandioso, provando que a música é a ferramenta mais poderosa que a gente tem pra tocar as pessoas.
Perguntas Frequentes sobre o Cover de Man in the Mirror
Pra fechar, separei as dúvidas mais comuns sobre esse cover da “Man in the Mirror”. Se você tiver mais alguma, é só mandar!
Qual foi a inspiração pra fazer esse cover?
A inspiração veio de uma versão solo de violão tocada pelo Yohan Kisser em um episódio do Amplifica. A simplicidade e a força da melodia me motivaram a criar uma versão mais elaborada, com acompanhamento de orquestra.
Como você conseguiu gravar tantos instrumentos de orquestra?
Todos os instrumentos de orquestra (violinos, cellos, metais, sopros e percussão) foram criados usando instrumentos virtuais de alta qualidade no Logic Pro. Isso permite que eu tenha total controle sobre o arranjo e a performance de cada instrumento, garantindo um som orgânico e profissional.
Qual a principal mensagem que você quer passar com o cover?
A principal mensagem é a mesma da música original: a mudança começa em nós. Além disso, o cover mostra que a música de qualidade pode ser feita com criatividade e tecnologia, misturando a simplicidade do violão com a complexidade de um arranjo orquestral.
Você usou os mesmos equipamentos do cover de Lightbringer?
Sim. A base de captação e mixagem (microfones, interface, DAW e plugins) é a mesma, o que garante a consistência e a qualidade profissional do áudio em todos os meus projetos.





