Se você me acompanha, sabe que adoro um bom desafio musical. E o cover de “Something in the Orange”, do talentoso Zach Bryan, foi exatamente isso: uma jornada de descoberta, adaptação e muita paixão. Essa música, que se tornou um fenômeno global, me cativou de um jeito especial, e a ideia de dar a ela a minha própria interpretação, com violão, gaita e piano, me empolgou desde o primeiro acorde.
Neste post, vou te levar pros bastidores dessa produção. Vou contar como conheci a música, a inspiração por trás da minha versão e, claro, todos os detalhes técnicos, desde os equipamentos que usei até as decisões de arranjo que moldaram o resultado final. Se você é músico, produtor ou simplesmente um entusiasta da música, prepara o café e vem comigo nessa viagem!
Índice
ToggleA Descoberta Inesperada: Do Metal ao Country
Minha primeira experiência com “Something in the Orange” não foi através do Zach Bryan, mas sim de uma banda que admiro muito: a State of Mine. Eles lançaram um cover oficial da música, com guitarras pesadas e uma bateria forte, que me pegou de jeito. Aquela energia do metal, aplicada a uma melodia tão marcante, me agradou demais. Fiquei ouvindo a versão deles por dias, impressionado com a capacidade de transformar a essência de uma canção.
Foi só depois de um tempo, movido pela curiosidade sobre a origem daquela melodia tão viciante, que fui pesquisar e descobri que a música era, na verdade, do Zach Bryan. Ao ouvir a versão original, fiquei ainda mais fascinado. A simplicidade e a profundidade da composição me tocaram profundamente. E quando ouvi a versão que contava com a gaita, tive um estalo: eu precisava fazer a minha própria versão. A ideia de combinar o violão com a gaita e o piano, adicionando um toque pessoal, me pareceu perfeita. Fiquei ouvindo a música por dias a fio, absorvendo cada nuance, cada emoção, e então comecei a treinar. E, pra minha alegria, deu certo!
A Essência de “Something in the Orange”: Melancolia e Esperança
“Something in the Orange” é uma balada country que fala sobre amor, perda e a complexidade dos relacionamentos. A letra, poética e introspectiva, descreve a luta para manter um amor que parece estar se desvanecendo, com a imagem do pôr do sol alaranjado servindo como uma metáfora para a esperança que ainda persiste, mesmo diante da iminência do fim. Zach Bryan, com sua voz rouca e emotiva, entrega uma performance crua e honesta que ressoa com a experiência humana universal de anseio e vulnerabilidade.
A beleza da música reside na sua capacidade de evocar sentimentos profundos com uma instrumentação relativamente simples. É essa honestidade e a melodia cativante que a tornaram um sucesso tão grande e que me inspiraram a criar a minha própria interpretação. A ideia era manter a alma da canção, mas com a minha assinatura sonora.
O Processo Criativo: Adaptando a Emoção
A adaptação de “Something in the Orange” pro meu estilo envolveu algumas escolhas cruciais. A base, claro, seria o violão, que sempre foi meu companheiro fiel. Mas a inclusão da gaita e do piano virtual abriu um leque de possibilidades sonoras que me permitiram explorar novas texturas e emoções.
Violão e Capotraste: Ajustes para a Sonoridade Ideal
No meu vídeo, você vai notar que estou usando um capotraste. E tem um motivo bem prático pra isso: eu deixo meu violão afinado um tom abaixo do padrão. Isso me dá uma sonoridade mais encorpada e, em alguns casos, facilita a execução de certas músicas. Pra voltar pra afinação natural e tocar “Something in the Orange” no tom original, eu precisaria fazer um leve ajuste no tensor do violão, o que não é ideal pra quem busca praticidade e agilidade na hora de gravar. O capotraste resolve isso de forma elegante, permitindo que eu mantenha a afinação padrão sem estressar o instrumento.
A escolha do violão, um Taylor 210e DLX, foi fundamental pra essa base. Sua sonoridade rica e equilibrada, com um brilho característico, se encaixou perfeitamente na proposta da música. A captação, como sempre, foi feita com microfones de alta qualidade pra garantir que cada detalhe do violão fosse registrado com fidelidade.
A Gaita Deluxe G da Fender: O Toque Country
A gaita foi, sem dúvida, um dos elementos que mais me empolgou nessa produção. A gaita deluxe G da Fender trouxe aquele toque autêntico do country, adicionando uma camada de melancolia e nostalgia que complementou perfeitamente a letra da música. A sonoridade da gaita, com seus bends e vibratos característicos, adicionou uma expressividade única à minha versão, criando um diálogo interessante com a melodia vocal e o violão.
Aprender a tocar a gaita especificamente pra essa música foi um desafio prazeroso. Busquei referências, pratiquei bastante e me dediquei a entender como a gaita poderia realçar a emoção da canção sem sobrecarregar o arranjo. O resultado é um instrumento que se integra de forma orgânica, adicionando cor e profundidade à minha interpretação.
Piano Virtual Hammersmith Free: A Textura Envolvente
Pra adicionar uma camada de harmonia e ambiência, usei o piano virtual Hammersmith Free. Esse plugin é incrível, com uma sonoridade rica e realista que se encaixou perfeitamente na proposta. O piano trouxe uma textura envolvente, preenchendo os espaços e adicionando uma profundidade que complementou o violão e a gaita. A escolha de um piano virtual me deu a flexibilidade de experimentar diferentes voicings e texturas, garantindo que o arranjo ficasse exatamente como eu imaginava.
A combinação desses três elementos – violão, gaita e piano – criou uma sonoridade única, que respeita a essência da música original, mas com a minha própria identidade. Foi um trabalho de paciência e experimentação, buscando o equilíbrio perfeito entre os instrumentos pra que a emoção da canção fosse o foco principal.
Equipamentos e Software: O Arsenal do Estúdio SomBrio
Pra garantir a qualidade profissional do cover, utilizei o arsenal que você já conhece do Estúdio SomBrio, com algumas adições importantes. A escolha cuidadosa de cada ferramenta é fundamental pra capturar a performance com fidelidade e pra ter controle total sobre a mixagem e masterização.
Captação de Áudio: Microfones e Interface
- Violão (Taylor 210e DLX): A espinha dorsal do arranjo. Pra capturar sua sonoridade rica e ressonante, usei dois microfones AKG C430 em estéreo. Essa técnica é crucial pra dar profundidade e uma imagem sonora ampla pro violão.
- Voz (Audio-Technica AT4040): Pra voz, o microfone condensador de diafragma grande Audio-Technica AT4040 foi a escolha. Ele é ideal pra capturar a voz com clareza e profundidade, garantindo que a emoção da performance fosse transmitida.
- Gaita (Fender Deluxe G): A captação da gaita foi feita com um microfone dinâmico, posicionado de forma a capturar a riqueza harmônica e a expressividade do instrumento.
- Interface (Presonus StudioLive 16.4.2 AI): Essencial pra captação de múltiplos canais e pra pré-amplificação dos sinais. Essa mesa de som digital me deu a flexibilidade que eu precisava pra gerenciar todas as fontes de áudio com qualidade.
O Coração da Produção: DAW e Instrumentos Virtuais
- DAW (Avid Pro Tools): O Pro Tools foi o software escolhido pra gravação, edição e mixagem. Ele é conhecido por sua robustez e é o padrão profissional da indústria, o que garante que o projeto possa ser facilmente compartilhado e trabalhado em qualquer estúdio.
- Instrumentos Virtuais:
- Piano Virtual (Hammersmith Free): Como mencionei, o Hammersmith Free foi a estrela pra criar a base harmônica e a ambiência do piano. Sua sonoridade realista e expressiva foi fundamental.
- Spitfire Audio BBC Symphony Orchestra: Embora não tenha sido o foco principal neste cover, o Spitfire BBC Symphony Orchestra continua sendo uma ferramenta valiosa no meu arsenal, sempre pronta pra adicionar texturas orquestrais quando necessário.
Plugins e Processamento: O Toque Final
Os plugins são a mágica da mixagem. Eles moldam a sonoridade e dão o polimento final. Usei uma combinação de ferramentas essenciais:
- Darkglass (Neural DSP): Pra dar aquele peso e definição em algumas passagens, o plugin Darkglass da Neural DSP foi utilizado, mesmo que de forma sutil, pra adicionar corpo e presença.
- MODO BASS 2 (IK Multimedia): O MODO BASS 2 foi essencial pra criar linhas de baixo realistas e com muita pegada, complementando a base harmônica do violão e do piano.
- Compressor, Limiter e Delay (Waves Audio): Plugins essenciais pra moldar a dinâmica, controlar picos e adicionar efeitos de tempo. Eles garantem uma mixagem polida e profissional.
- Reverb (Acon Digital Solo): Um plugin de reverb pra adicionar ambiência e profundidade à mixagem, criando um espaço sonoro coeso onde todos os instrumentos se encaixam.
- Monitoramento (Xtreme Ears In-Ear): Crucial pra um monitoramento preciso durante a gravação. É importante que os músicos ouçam cada detalhe da sua performance.
A Produção de Vídeo: Qualidade Acessível e Criatividade
Assim como no cover de Lightbringer, a qualidade do vídeo é tão importante quanto a do áudio. E, mais uma vez, mostro que você não precisa de equipamentos caríssimos pra ter um bom resultado visual. A criatividade e o bom uso das ferramentas são mais importantes do que ter o equipamento mais caro.
- Câmera (iPad Air 5ª Geração): Usei um iPad Air pra captação de vídeo. Isso demonstra que é possível obter resultados visuais de alta qualidade com equipamentos mais acessíveis.
- Software de Edição (Final Cut Pro): A ferramenta de escolha pra edição de vídeo. Garantiu um resultado visual tão impactante quanto o áudio, complementando a emoção da música.
A Arte da Releitura: Conectando e Inspirando
Criar um cover como o de “Something in the Orange” é mais do que só reproduzir uma música; é uma oportunidade de reinterpretar, inovar e conectar-se com a essência da obra de uma maneira profundamente pessoal. Esse projeto é um testemunho de como a paixão pela música, combinada com a exploração de novas sonoridades e o uso inteligente da tecnologia, pode resultar em algo verdadeiramente especial.
A história por trás da minha descoberta da música, a inspiração da versão com gaita e a dedicação em cada detalhe da produção, desde a escolha dos instrumentos até a mixagem final, refletem o compromisso do Estúdio SomBrio em entregar um trabalho de alta qualidade e com alma. Espero que este mergulho nos bastidores inspire você a explorar suas próprias paixões musicais e a criar algo único. Fique atento aos próximos lançamentos e continue explorando o vasto universo da música!
Referências
- Zach Bryan – Something In The Orange (Official Audio)
- Zach Bryan – Something in the Orange (ROCK Cover by STATE of MINE)
- Zach Bryan – Something in the Orange Lyrics | Genius
Perguntas Frequentes sobre o Cover de Something in the Orange
Aqui você vai encontrar respostas pras dúvidas mais comuns sobre o nosso cover de “Something in the Orange” e o processo de criação.
Por que você escolheu fazer um cover de "Something in the Orange"?
A música me cativou pela melodia e letra. A versão da banda State of Mine me apresentou a ela, e a versão original com gaita me inspirou a criar minha própria interpretação com violão, gaita e piano.
Quais foram os principais desafios na produção deste cover?
O maior desafio foi adaptar a música para o meu estilo, incorporando a gaita e o piano virtual de forma orgânica, mantendo a emoção original da canção. Além disso, o uso do capotraste devido à afinação do violão exigiu um cuidado extra.
Quais equipamentos e softwares foram essenciais para o resultado final?
Utilizei meu violão Taylor 210e DLX, microfones AKG C430 e Audio-Technica AT4040, interface Presonus StudioLive 16.4.2 AI, gaita Fender Deluxe G, e os plugins Hammersmith Free (piano virtual), Darkglass (Neural DSP) e MODO BASS 2 (IK Multimedia). O Pro Tools foi a DAW principal.
Por que você usa capotraste no vídeo?
Eu mantenho meu violão afinado um tom abaixo do padrão. O capotraste me permite tocar a música no tom original sem precisar ajustar o tensor do violão, o que seria menos prático e poderia causar desgaste no instrumento.





